Rede Suco de Laranja avança na construção de estratégias conjuntas para as negociações coletivas

Segundo encontro de sindicatos da cadeia produtiva da laranja aprofundou o debate sobre planos de saúde e definiu prioridades para as próximas negociações com as empresas.

Entre os dias 11 e 13 de março de 2026, sindicatos da cadeia produtiva da laranja que integram a Rede Suco de Laranja realizaram o segundo encontro conjunto dos representantes dos trabalhadores das empresas Louis Dreyfus, Citrosuco e Cutrale. A atividade reuniu dirigentes dos setores rural, da indústria de processamento e da logística para dar continuidade ao processo de construção de estratégias comuns para as negociações coletivas.

O encontro deu sequência ao trabalho iniciado no início do ano, aprofundando a análise dos acordos coletivos e definindo os principais temas que orientarão as próximas negociações com as empresas. Entre as prioridades destacadas estão os planos de saúde, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a jornada de trabalho.

O principal tema debatido foi o funcionamento dos atuais planos de saúde oferecidos aos trabalhadores. Os sindicatos analisaram as mudanças ocorridas nos últimos anos, especialmente a cobrança de mensalidades e de coparticipação nos procedimentos, avaliando os impactos dessas medidas sobre a renda dos trabalhadores.

Na avaliação dos participantes, o aumento dos custos dos planos tem levado muitos trabalhadores ao endividamento e dificultado o acesso à assistência à saúde. Diante desse cenário, os sindicatos iniciaram a construção de uma estratégia conjunta para negociar melhorias nos planos de saúde, buscando ampliar a participação das empresas no custeio do benefício e reduzir o impacto financeiro para os trabalhadores. O encontro reforçou uma das principais estratégias da Rede Suco de Laranja: transformar o intercâmbio de experiências entre sindicatos em propostas concretas para fortalecer as negociações coletivas e ampliar a proteção dos trabalhadores em toda a cadeia produtiva da laranja. A construção de pautas comuns contribui para reduzir desigualdades entre acordos coletivos e fortalecer a capacidade de negociação das entidades sindicais.

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